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Data Engineering6 min read

Instalou o Google Analytics mas não sabe o que ver? Comece por estes 5 números

Tem o Google Analytics instalado no site mas abre o painel e congela? Estes 5 números dizem-lhe tudo o que precisa de saber.

Alguém lhe disse para instalar o Google Analytics. Instalou. Passou semanas a sentir que devia fazer alguma coisa com aquilo. Abriu o painel uma ou duas vezes, viu uns gráficos coloridos com números, e fechou o separador.

Se isto lhe soa familiar, não está sozinho. A maioria dos donos de negócio instala o Google Analytics como quem instala um extintor de incêndio — sabem que é importante, mas nunca aprenderam a usá-lo de verdade.

A boa notícia: não precisa de entender tudo. Precisa de entender cinco coisas. E essas cinco coisas podem mudar a forma como toma decisões sobre o seu site.


1. Visitantes — quantas pessoas entram pela porta?

Pense no seu site como uma loja física. Os visitantes (chamados "utilizadores" no Google Analytics) são as pessoas que abriram a porta e entraram.

Se tiver 200 visitantes por mês e o seu produto custa 50€, já consegue fazer contas. Se só tiver 20 visitantes, o problema não é o site — é o tráfego. Não adianta remodelar a loja se ninguém passa na rua.

Acompanhe este número semana a semana. Se subir depois de publicar um artigo ou lançar uma campanha, sabe que funcionou. Se descer sem razão aparente, algo mudou — e vale a pena investigar.


2. Fonte de tráfego — como é que as pessoas chegaram até si?

Este é o número que a maioria ignora e que mais informação dá. A fonte de tráfego diz-lhe de onde vieram os seus visitantes: pesquisa no Google, redes sociais, e-mail, ou digitaram diretamente o endereço.

Imagine que é dono de um restaurante em Lisboa. Descobre que 70% dos visitantes do seu site vêm do Instagram. Isso diz-lhe que a sua presença no Instagram está a trabalhar — e que talvez valha a pena investir mais nela. Se, pelo contrário, ninguém chega pelo Google, talvez o seu site precise de trabalho de SEO (otimização para motores de busca — basicamente, fazer com que o Google entenda do que trata o seu site).

Saber de onde vêm as pessoas ajuda-o a perceber onde deve gastar tempo e dinheiro.


3. Taxa de rejeição — as pessoas ficam ou fogem logo?

A taxa de rejeição — em inglês, bounce rate — é a percentagem de pessoas que entram no site e saem sem clicar em mais nada. Entram, olham, e vão embora.

Uma taxa alta (acima de 70-80%) pode significar várias coisas: o site demora demasiado a carregar, a página não corresponde ao que a pessoa esperava encontrar, ou o design não transmite confiança à primeira vista.

Pense assim: se dez pessoas entram na sua loja e nove saem em menos de trinta segundos sem olhar para nada, algo está errado na montra ou na entrada. O mesmo princípio aplica-se ao site.


4. Páginas mais visitadas — o que é que as pessoas querem ver?

O Google Analytics mostra-lhe quais as páginas que recebem mais visitas. Esta informação vale ouro.

Uma consultora de recursos humanos com quem trabalhei descobriu que a página "Como funciona" tinha três vezes mais visitas do que a página de contacto. As pessoas queriam perceber o processo antes de se comprometerem. Com esse dado, reescrevemos a página "Como funciona" para ser mais clara e adicionámos um botão de contacto no meio dela — as consultas agendadas duplicaram no mês seguinte.

Se a sua página de preços tem muitas visitas mas poucos contactos, talvez os preços não estejam claros. Se um artigo de blog tem imensas visitas, talvez deva escrever mais sobre esse tema. Os dados contam-lhe a história — só precisa de aprender a ler.


5. Eventos de conversão — as pessoas estão a fazer o que quer que façam?

Uma conversão é qualquer ação importante que um visitante faz no seu site: preencher um formulário de contacto, clicar no botão "Pedir orçamento", subscrever a newsletter, ou fazer uma compra.

Este é o número que mais importa para o seu negócio. Pode ter mil visitantes por mês, mas se nenhum deles clica em nada, o site não está a trabalhar para si.

Configurar eventos de conversão no Google Analytics requer um pouco de ajuda técnica — mas uma vez configurado, sabe exatamente o que está a funcionar. E quando sabe o que funciona, pode fazer mais disso.


O que fazer com tudo isto?

Não precisa de verificar o Google Analytics todos os dias. Uma vez por semana, durante dez minutos, já é suficiente para começar.

Abra o painel e faça três perguntas simples: Os visitantes estão a aumentar ou a diminuir? De onde vêm? Estão a fazer aquilo que quero que façam?

Com o tempo, estes números deixam de ser abstratos e passam a contar a história do seu negócio online — semana após semana.

O Google Analytics instalado mas não configurado corretamente é como ter uma caixa registadora que não imprime recibos. Os dados estão lá, mas não estão a trabalhar para si.


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